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PAIXÃO E CHOCOLATE
Descoberta e aprimoramento de uma especialidade deliciosa cujo consumo ahumanidade associa ao desejo sexual
Embora a humanidade continue a relacionar o chocolate com o amor, os cientistas não avalizam a crença popular de que ele atiça o desejo sexual. Só garantem que favorece a produção de endorfinas - os narcóticos naturais do organismo. Isso, porém, não autoriza considerá-lo afrodisíaco. Mas ninguém liga para a ausência de respaldo científico. Quem consome chocolate acredita que, de alguma forma, ele estimula os sentidos. A literatura e o cinema documentam esse efeito. O último grande filme que o explorou foi dirigido pelo sueco Lasse Hallström e concorreu ao Oscar 2001. Chama-se Chocolate, passa-se na década de 50 e transcorre em clima de realismo mágico. O enredo é tão ilustrativo que merece ser relembrado.
Uma forasteira muda para uma cidadezinha conservadora do interior da França. Chegando ali, abre diante da igreja uma loja de chocolates, em plena Quaresma - os 40 dias que vão da Quarta-Feira de Cinzas ao domingo de Páscoa, tradicionalmente destinados, pelos católicos, à severa penitência. Logo conquista um inimigo implacável: o prefeito puritano local. Os dois passam o filme inteiro trocando hostilidades. O prefeito reprova o comportamento da forasteira.
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