Continuação - Paixão e chocolate
Além de atéia e mãe solteira, enlouquece os moradores com bolos, tortas e bombons de chocolate. Homens frígidos voltam a se interessar por suas mulheres. Idosos ressuscitam a libido.
O marketing e a publicidade das marcas de chocolate reforçam o mito. Embalagens antigas exibem moças sensuais comendo-o ou recebendo-o de presente de cavalheiros. Anúncios modernos insistem na sua capacidade de inflamar paixões. A história da civilização faz sua parte. Antes de mergulhar no harém, Montezuma II (1466-1520), último imperador asteca do México, consumia vários frascos de chocolate líquido.
Relatos desse hábito estimularam os europeus. O aventureiro e sedutor veneziano Casanova (1725-1798) qualificou o chocolate de "elixir do amor". O Marquês de Sade (1740-1814) o introduziu em uma de suas novelas obscenas. Misturou-o com
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