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Continuação - Deliciosamente Falso
É quase unânime a opinião de que o morango exibe sua melhor forma in natura - e, por isso, ele costuma aparecer fresco mesmo em sobremesas elaboradas ou clássicas, como é o caso de duas celebridades francesas, os morangos Romanoff e vacherin de morangos, e ainda na deliciosa sopa de morangos, que teve origem na Escandinávia. "Segundo o código de erotismo, o morango convida ao amor", escreveu Isabel Allende em Afrodite (Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 1998). A escritora chilena o lista entre os "frutos proibidos" e endossa a opinião de Paulina Bonaparte, "a bela e frívola irmã de Napoleão", que ensinava: "Morango e champagne são complemento ideal, no ritual de sedução".
A Cozinha de Paul Bocuse (Record, Rio de Janeiro, 2002) do mestre francês também traz receita de sobremesa com morangos in natura, chamada morangos mimosos gelados. O grande chef mistura 1 quilo de morangos silvestres numa tigela, polvilha com 3 colheres de açúcar, 1 colher de açúcar de baunilha, rega com meio copo de Curaçao e um pouco de champagne. Depois, deixa macerar meia hora na geladeira, antes de servir para deleite dos convidados.
E até o confeiteiro catalão que simboliza a modernidade, Albert Adrià, irmão de Ferran, rende homenagens ao morango em seu estado natural em várias receitas. Mas há casos em que o morango vai ao forno ou ao fogão sem perder a majestade, como mostram as receitas preparadas para esta reportagem pelo talentoso pâtissier Flávio Federico.
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