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Cotidiano & Psicologia

23/02/2022

Burnout - o esgotamento no trabalho que vai muito além do estresse



Nos últimos quinze dias, ao menos quatro pessoas do meu círculo próximo, entre conhecidos, amigos, familiares e pacientes, foram diagnosticadas com a Síndrome de Burnout. Você sabe do que se trata? Pois parece que essa “queimadura” (burn out) está reduzindo a cinzas cada vez mais pessoas em seus ambientes de trabalho.

Por isso, é preciso estar atenta(o). Mais ainda porque os sinais desse esgotamento não são tão facilmente identificados e tampouco somos estimuladas(os) a reconhecê-los e nos cuidar.


Burnout, o que é?

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade (definição do Ministério da Saúde).

A principal causa desse adoecimento é justamente o excesso de trabalho. Ou talvez possamos dizer que a causa são os excessos cometidos ou demandados no trabalho, o que pode incluir: pressão constante, responsabilidade excessiva e objetivos difíceis ou até impossíveis de serem cumpridos. Assim, é comum que a síndrome acometa certas áreas profissionais mais que outras, como as da saúde, da educação ou as profissões de risco, bem como ambientes que não ofereçam condições adequadas de trabalho, que sejam muito competitivos ou exijam desempenhos além da capacidade saudável de um ser humano.

Combinado a isso, pessoas muito exigentes consigo mesmas, perfeccionistas ou, por outro lado, que se sintam inseguras a respeito da manutenção do seu trabalho, podem se colocar num ciclo de excessos que vai gerar a pane física e mental do Burnout.

Identificar e cuidar desse esgotamento é essencial, porque as consequências podem ser muito danosas, incluindo, por exemplo, o desenvolvimento de quadros de depressão e estresse crônico, bem como sérios problemas com a saúde física.

O primeiro passo, portanto, é identificar. Se você está sob uma carga excessiva de trabalho, mesmo que aprecie o que faz, cuidado para não se esconder atrás de ideias como “eu preciso/gosto de estar permanentemente ocupado assim”, “não consigo viver sem ser desafiado dessa forma” etc.

Uma dica para não se deixar levar por esse tipo de engano é ouvir seu corpo e sua mente. Sinais inegáveis de que algo de errado está em andamento, ou seja, alguns sintomas de Burnout, são:

·            cansaço físico e mental excessivo

·            alterações no apetite

·            insônia

·            dificuldades de concentração

·            alterações repentinas de humor

·            isolamento

·            negatividade constante

 

Sintomas físicos:

·            pressão alta

·            dor de cabeça frequente

·            dores musculares

·            problemas gastrointestinais

·            alteração nos batimentos cardíacos

 

Outros sintomas emocionais, que inclusive agravam a dificuldade de reconhecer o problema, são sentimentos de fracasso e insegurança, de se sentir derrotada(o) e sem esperança e sentimentos de incompetência. Esses fatores fazem que a pessoa procure manter cada vez mais fortemente o ritmo excessivo de trabalho e que se coloque metas cada vez mais irreais e inatingíveis, o que apenas acelera o caminho rumo ao esgotamento. “Durmo e acordo pensando no trabalho” é um indicativo por excelência desse quadro. Não se equivoque em relação a ele.

Para empresas, empregadores e clientes de um profissional assim, a princípio, esse desempenho é mais que desejado. Mas só a princípio, é preciso que se entenda. Porque inevitavelmente virá uma pane. É como um motor trabalhando superaquecido. Ele vai pifar. E, então, o estrago será imenso!

Infelizmente, estamos sempre muito mais atentos a problemas de ordem material. A produção, os bens, o consumo são o adoecimento da nossa época. A grande pergunta é: valem mais que a vida? Se para o seu empregador ou clientes, a resposta é sim, valem mais, então, é hora de fazer seriamente essa pergunta a si mesma(o).

 

Procure ajuda

Identificar o problema e encontrar caminhos de resolução muitas vezes não são coisas fáceis e possíveis de se fazer sozinha(o). Outra complexidade é que empresas, empregadores e clientes podem exercer uma pressão para que a situação não seja mudada. Evitar expor algum problema com receio de perder o emprego é fator frequente de agravamento da situação do Burnout. Tomar para si a culpa ou responsabilidade pelos problemas, imaginando que a causa é falta de competência ou capacidade pessoal, e deixar que a situação se prolongue é o desenrolar frequente dessa situação. 

Por isso, contar com pessoas próximas ou profissionais é essencial. Amigos e parentes muitas vezes podem nos apontar que algo não vai bem ou não está em equilíbrio. Não deixe de dar atenção ao que dizem. E médicos ou psicólogos farão o diagnóstico correto.

 

Como tratar

Surpreendentemente, não é apenas descanso que solucionará o Burnout. Recuperar momentos de vida com qualidade é parte fundamental do cuidado. Isso pode significar evitar a rotina semanal, abrir espaço para pausas e férias e reconquistar a capacidade de ter momentos de prazer e de lazer.

Atividade física regular também é essencial, pois alivia o estresse e restabelece níveis ótimos da saúde fisiológica, especialmente regulando a produção dos hormônios de relaxamento e de prazer.

Eventualmente pode ser essencial um acompanhamento psicoterapêutico, às vezes até psiquiátrico, para lidar com as questões que estão na base de um comportamento muito autoexigente ou da insegurança profissional.

Por fim, sim, talvez seja necessário fazer mudanças nas condições de trabalho, nos hábitos pessoais e familiares e no estilo e organização da vida.

 Assuntos a respeito do trabalho costumam ser complexos, justamente porque envolvem a manutenção do sustento financeiro. No entanto, se pensarmos que a médio prazo um adoecimento como este pode nos fazer colapsar e comprometer definitivamente até mesmo essa questão, é possível que passemos a tratar com mais seriedade o problema.

Mudanças são bem-vindas. E novas possibilidades, seja nas condições externas, seja na forma de lidar com o trabalho, podem estar muito acessíveis sem que você esteja conseguindo enxergá-las. Não espere o colapso para empreender essa busca. 


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Iana Ferreira

Apaixonada pelos mistérios da psique e do autoconhecimento, com formação em musicoterapia pela Faculdade Paulista de Artes e em psicologia pela Universidade de São Paulo, USP.
"A palavra, escrita ou falada, também é para mim um grande instrumento e paixão – por tudo que revela e que invariavelmente consegue ocultar."

Site: entretexto.com

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