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18/11/2021

Machismo, violência e preconceito marcam o dia a dia de mulheres nos aplicativos


Moradora do bairro da Água Espraiada, região de Caucaia do Alto, em Cotia, Adriana Gonçalves Miranda, 46 anos tem cadastro em pelo menos três aplicativos de transporte de passageiros que atuam em Cotia e cidades da região. 

Além de diversos calotes de passageiros que não quiseram pagar as corridas, Adriana passa o dia na rua dirigindo e transportando passageiros há dois anos. E relembra momentos difíceis que teve de enfrentar pelo simples fato de ser mulher. “A maioria dos homens não admite mulher motorista. Eles acham que isso é coisa para homem. Certa vez um passageiro cancelou cinco vezes uma corrida só porque era mulher”, contou. 

Em uma outra situação, um passageiro tentou beija-la e abraça-la durante a viagem. “Um outro me seguiu até a minha casa, não sei como conseguiu meu endereço”, relatou Adriana, que registrou um boletim de ocorrência contra o homem e o processo ainda tramita na justiça.

Agora, Adriana se cadastrou no aplicativo Lady Driver, exclusivo para mulheres e, com isso, além de trabalhar sem a preocupação de homens tentarem agarrá-la, terá mais independência, liberdade e segurança. “Será uma viagem mais tranquila, sem assédio, sem constrangimento, sem perseguição ou momentos desagradáveis com homens machistas que não respeitam, nós, mulheres”. 

Em meados de fevereiro, quando o mundo foi tomado pela pandemia da covid-19, Miriam Soares de Sousa, 32 anos, deixava o estado de Goiás, onde trabalhava como porteira e foi morar no Jardim Araruama, região do Atalaia, Cotia. Sem conseguir trabalho e com um carro parado, seguiu a dica de amigos e começou a atuar nos aplicativos de mobilidade. E é mais uma vítima do machismo. “Parece que eles [os homens] não querem que a gente dirija e muitas vezes [eles] nem sabem dirigir”. 

Ela é mais uma entre as mulheres que se vê em situações perigosas e constrangedoras ao exercer seu trabalho quando transporta homens. “Uma vez peguei um passageiro bêbado que ficou falando gracinhas, então, pedi para que ele se retirasse do carro”, relatou. “Muitas vezes passageiros homens ficam conversando sobre assuntos que não são legais pra gente ouvir”. A motorista diz ainda que muitas vezes se sente assustada e com medo pela forma que os homens olham para ela enquanto dirige. 

“Não vejo a hora de o aplicativo Lady Driver começar a atuar em Cotia”, diz Miriam. “É diferente demais você saber que vai a um local para levar só mulheres, que não vai passar por algumas situações e ouvir certas conversas.  Além da questão do respeito, que é muito diferente, a gente se sente mais segura, mais à vontade, ainda vamos receber uma tarifa maior e taxa de deslocamento”, comemora Miriam, que já atua no App feminino em São Paulo. “Estou muito ansiosa”. 

“As passageiras mulheres sempre elogiam muito. E ficam felizes por ter mulheres dirigindo”, comenta Ana Luiza Pires do Nascimento, 54 anos. Ela mora no Jardim Nomura, região central de Cotia e há três anos, devido a dificuldade em arrumar um trabalho fixo em sua área, financeira, começou a trabalhar de motorista de aplicativo. 

Ao contrário de suas colegas, ela não relata problemas como assédio ou machismo durante suas viagens. “Alguns homens até elogiam, pois dizem que as mulheres são mais atenciosas. Já ouvi relato de passageiras reclamando que os homens dão mais atenção ao WhatsApp do que o caminho a ser percorrido”.

Ela também já fez o seu cadastro no Lady Driver para atuar em Cotia. “Acredito que mais do que nós motoristas, as passageiras estão muito mais na expectativa. Sendo apenas mulheres que usam o aplicativo, nós nos sentimos mais confiantes, assim como as passageiras vão se sentir mais confortáveis”. 


 

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