28/07/2026
Baixa umidade, ambientes fechados e pouca hidratação ressecam as vias respiratórias e reduzem as defesas naturais do organismo
É comum que, durante o inverno, aumentem as queixas de garganta seca, ardência, pigarro e desconforto ao engolir. A maioria das pessoas associa esses sintomas apenas às baixas temperaturas, mas o frio não é o único responsável. A combinação de ar seco, ambientes fechados, uso de aquecedores e até a menor ingestão de água torna essa época do ano especialmente desafiadora para a saúde das vias respiratórias.
Segundo o otorrinolaringologista Dr. Marcelo Barretto, do Hospital Paulista, o inverno favorece o ressecamento das mucosas que revestem o nariz, a garganta e a laringe, comprometendo um importante mecanismo de defesa do organismo.
"A camada de muco presente nas vias respiratórias funciona como uma barreira natural, capturando vírus, bactérias e partículas do ambiente. Quando o ar está muito seco, esse sistema perde eficiência, aumentando a vulnerabilidade a processos inflamatórios e infecciosos", explica o especialista.
Embora a queda da temperatura tenha influência direta sobre o organismo, ela raramente age sozinha.
No inverno, a umidade relativa do ar costuma cair, as pessoas permanecem por mais tempo em locais fechados e aumenta o uso de aquecedores e aparelhos de ar-condicionado. Ao mesmo tempo, muitas pessoas acabam bebendo menos água.
Esse conjunto de fatores provoca o ressecamento das vias respiratórias e dificulta a eliminação de impurezas e microrganismos, favorecendo crises de rinite, alergias, inflamações e infecções.
Sentir a garganta "arranhando" ou precisar pigarrear constantemente nem sempre indica uma infecção.
Segundo o médico, em muitos casos o problema está relacionado apenas ao ressecamento da mucosa. O hábito de pigarrear repetidamente, inclusive, pode piorar a irritação, criando um ciclo de desconforto.
Além das condições climáticas, doenças como rinite alérgica, refluxo laringofaríngeo e infecções virais também podem intensificar os sintomas nesta época do ano.
Algumas medidas simples ajudam a preservar a saúde das vias respiratórias:
Beber água regularmente ao longo do dia;
Manter os ambientes ventilados sempre que possível;
Evitar excesso de ar-condicionado e aquecedores;
Utilizar umidificadores apenas quando a umidade estiver muito baixa e conforme as orientações do fabricante;
Evitar fumaça de cigarro e outros agentes irritantes;
Manter o tratamento adequado de doenças como rinite e refluxo.
De acordo com o Dr. Marcelo Barretto, pequenas mudanças de hábito fazem diferença para manter a integridade das mucosas e reduzir o risco das complicações mais comuns do inverno.
Embora um leve desconforto seja comum nesta época do ano, alguns sinais merecem atenção.
Procure atendimento médico se houver:
dor intensa na garganta;
dificuldade para engolir;
febre persistente;
rouquidão por vários dias;
sintomas que não melhoram ou pioram com o passar do tempo.
O especialista lembra que nem toda dor de garganta exige antibióticos e que o diagnóstico correto é fundamental para indicar o tratamento adequado.
Se os sintomas persistirem, vale procurar avaliação médica. Em nosso Canal Saúde, você encontra profissionais e clínicas da região, como clínicos gerais, pediatras, otorrinolaringologistas e outras especialidades para cuidar da sua saúde e da sua família.
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Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia. Declarações do otorrinolaringologista Dr. Marcelo Barretto, especialista do Hospital Paulista.
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