14/08/2026
Obras avaliadas em mais de R$ 1 milhão foram encontradas em apartamento no centro de São Bernardo do Campo; suspeito que guardava as peças foi preso
A Polícia Civil recuperou nesta quinta-feira (13) oito das 13 obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, na região central de São Paulo, em dezembro de 2025. As peças recuperadas são do artista francês Henri Matisse e foram encontradas em um apartamento no centro de São Bernardo do Campo.

Foto: Divulgação/Agência Estado
Segundo a investigação, as obras estavam sendo mantidas no imóvel por um homem que as guardava para o suposto mandante do roubo. Ele foi preso em flagrante por receptação. Durante a operação, os policiais também encontraram uma arma de fogo, o que resultou em uma segunda acusação, por posse ilegal de arma.
As oito obras recuperadas estão avaliadas em mais de R$ 1 milhão. As outras cinco peças levadas da biblioteca, todas de autoria de Cândido Portinari, ainda não foram encontradas. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que elas tenham sido comercializadas.
A operação foi realizada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), responsável pela investigação desde o roubo.
Um dos suspeitos de participação direta no crime foi preso um dia após o roubo, na Avenida Alcântara Machado, entre os bairros do Brás e da Mooca, em São Paulo.
A identificação foi possível a partir da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram a ação. Investigadores também utilizaram imagens do programa Smart Sampa e informações do sistema Muralha Paulista para confirmar a identidade e localizar o suspeito.
De acordo com a investigação, dois criminosos invadiram a biblioteca, renderam um vigilante e um casal de idosos e colocaram documentos e obras de arte em uma sacola de lona. Na sequência, deixaram o prédio pela saída principal e fugiram.
O homem apontado pela Polícia Civil como mandante do roubo já havia sido preso preventivamente pela Polícia Federal do Rio de Janeiro, em abril deste ano, em outra investigação envolvendo obras de arte. Ele também é apontado como idealizador do crime no âmbito da Operação Marchand.
Uma mulher investigada por participação no roubo também foi presa.
Em maio, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em imóveis de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro. Entre os endereços estavam locais ligados aos investigados e estabelecimentos relacionados ao mercado de leilões e à comercialização de obras de arte.
As investigações indicam que o grupo atuava de maneira estruturada, com planejamento e divisão de tarefas para o roubo, a receptação e a tentativa de inserir as obras no mercado clandestino de arte.
Fonte: Agência Estado
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