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Protagonismo feminino a favor do coletivo

27/03/2024



Para fechar o mês das mulheres, o Site da Granja destaca iniciativas lideradas por mulheres que fazem a diferença em nossa região


Existe um velho ditado HuniKuin (etnia indígena Amazônica) que diz: “Homem é flecha e mulher é cumbuca”. Nesta ótica cheia de significado é possível traçar paralelos físicos, sociais, comportamentais e assim vai. Na cumbuca vai o alimento, serve a água, aumenta o caldo, colocam-se sementes para o artesanato, acolhe os grãos e vira até instrumento musical. Esta versatilidade é típica do universo feminino, observada até em sua maior presença no terceiro setor. 

Das 77 organizações associadas ao Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), que investem em ações sociais, 51% delas contam com mulheres em posições de liderança.  Albanisa Lúcia Dummar Pontes, conselheira do GIFE, observa: "A mulher tem o seu lado intuitivo mais latente e isso a leva a exercer posições de liderança apegada às causas e menos ao poder".  A tendência da mulher a priorizar as questões sociais e humanitárias não difere em nossa região.

Juntas no Juntos Vamos Mais Longe

Marise Barbosa, doutora em Administração de Empresas, sócia-proprietária da Precious Plastic Cotia, atuando diretamente em duas OSCs, uniu as amigas Luciana Alvares, Patrícia Rigamonti e Silvana Bárbara para montarem a iniciativa “Juntos vamos mais Longe”.  Foi a vontade de ver o sonho de se criar uma plataforma que unisse as iniciativas socioambientais da região se tornar realidade que moveu Marise e suas amigas a disseminar seu intento.  Elas começaram em 2022 com 20 OSCs e hoje o Movimento reúne mais de 62 iniciativas, proporcionando visibilidade às organizações sociais e suas causas, da região metropolitana Oeste e Sudoeste de São Paulo. “São pouquíssimas ONGs afiliadas que têm lideranças masculinas, presumo que cerca de 10% “, observa Marise que com a Juntos reúne OSCs de vários tamanhos, empresas conectadas com ESG e formação variada para o terceiro setor. 

Mundo em Transição

Se você já foi à Ecofeira, já se engajou em abaixo assinados de proteção ambiental na Granja, pegou carona no grupo Caronetas ou foi a algum mercado de trocas no bairro, pode ter certeza de que o Transition Granja Viana está em ação. O foco do Transition é inspirar, encorajar, treinar, dar suporte e conectar comunidades na construção de uma vida melhor. “O feminino tem a noção que o coletivo é tudo e é nele que a gente se apoia, se resolve e as mulheres trazem esta capacidade de doação”, reflete Isabela Menezes, fundadora do Transition GV, composto basicamente por mulheres. Ela é arquiteta e urbanista, formada em Design para a Sustentabilidade, empreendedora de "Kombucha" e já foi representante mundial do Brasil no Transition Towns, presente em mais de 50 países. Isa observa que o movimento das cidades em transição é majoritariamente feminino no Brasil: “Aqui está acontecendo um salto comportamental de entendimento do machismo e do patriarcado. Tá chegando para gente e a gente tá sabendo responder com rapidez”. 

MulherAção em Ação

Temos um mamógrafo em Cotia graças ao movimento MulherAção, que reuniu mais de 5 mil assinaturas para efetivar uma emenda parlamentar que pudesse custear a vinda desse equipamento. O Movimento atende mulheres vítimas de violência doméstica, dando suporte jurídico e psicológico e já distribuiu mais de 3 mil cestas básicas e 6 mil caixas de ovos, livros e esquetes artísticas. Além de ser pioneiro no Brasil ao incubar candidaturas coletivas femininas para cargos do legislativo.

“Escutar as necessidades das mulheres, conhecer as áreas mais carentes do município e perceber que esta união gera muito mais benefícios que podemos imaginar, é uma experiência transformadora”, diz a comunicadora multimeios e empreendedora socioambiental, Ana Alcantara sobre a ação de entrega de alimentos durante a Pandemia. Ela completa: “Nosso grupo é feito por mulheres para mulheres e suas famílias. Nas comunidades é muito claro que são elas o arrimo de família, tanto que em projetos de habitação popular, o nome na escritura é sempre o da mulher”.

Mulheres no Rotary desde 1989

O Rotary Clube Internacional nasceu em 1905 como uma organização somente masculina. Passaram-se  84 anos e em 1989 as mulheres foram admitidas em seu quadro.  A partir desta data, elas seguem ganhando espaços e comissões fundamentais. Atualmente, cerca de 28% do quadro associativo é composto por mulheres. “Logo que nosso clube foi fundado, colocamos um posto de vacinação dentro do ginásio do Parque São George com atrações para crianças. Isso aconteceu por anos”, conta Lenita M.S. Medeiros, sócia fundadora do Rotary Clube de Cotia Mulheres Empreendedoras e presidente nos anos 2013-2014 e 2023-2024. Com muitas ações, a iniciativa já providenciou de vacinação à construção de ponto de ônibus, passando por testes de hepatite, doação de tablets para duas escolas:

 “Com a ação de doação de tablets, aumentamos a frequência e as notas nas duas escolas beneficiadas”, celebra Lenita. E finaliza:

“A gente tem garra, não desiste, diante a cada problema, vemos a possibilidade de uma solução”. Angela Serrano, também rotariana, diretora de projetos humanitários e embaixadora no empoderamento de meninas, lembra da importância dos homens na valorização da mulher: ”Somos parceiras dos homens e queremos crescer junto recebendo respeito e carinho, porque entre feminino e masculino ficamos com o humano”. 

Mulheres que empreendem 

Grupos de WhatsApp e páginas nas redes sociais focadas em empreendedorismo feminino ganham cada vez mais espaço. Estudo feito pelo Sebrae, a partir de dados do IBGE, registra que no 3º trimestre de 2022 o país tinha 10,3 milhões de mulheres donas de negócios, representando 34,4% do universo de pessoas donas de negócios no país. Cristina Brasil, influencer, é fundadora do grupo Mulheres da Granja, que em suas redes soma quase 30 mil mulheres da região que compram, divulgam e se indicam entre si. “Considero que o crescimento exponencial do empreendedorismo feminino seja uma resposta aos desafios financeiros de também assumir o papel total ou parcial de provedora do lar, além de promover maior flexibilidade para conciliar trabalho, cuidados com a casa, maternidade e família.”

A missão de ganhar mais espaços e mudar as relações de poder historicamente desiguais entre mulheres e homens, tem avançado em passos largos e as mulheres contribuem com suas experiências, saberes, demandas e propostas para o desenvolvimento social em todas as esferas.
 

 




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