27/02/2026
Com consultório em frente ao Shopping Granja Viana, a
psicóloga Tamires de Oliveira tem uma rotina que foge do estereótipo
da terapia restrita à sala de atendimento. Especialista em avaliação e
diagnóstico neuropsicológico e no acompanhamento de crianças
neurodivergentes com Terapia ABA, ela
combina atendimentos clínicos com treinos de habilidades sociais em
ambientes externos, como na residência da criança, em shoppings, escolas,
restaurantes, parques e cinemas.
“A terapia não é só dentro do consultório, visto que a vida
real é lá fora”, afirma. Na prática, isso significa transformar situações
cotidianas em oportunidades planejadas de aprendizagem: pedir um lanche, pagar
no caixa, lidar com frustrações e interagir socialmente, sempre com objetivos
terapêuticos definidos.
Antes de atuar em consultório, Tamires acumulou experiência
em diferentes contextos de atendimento: foi acompanhante terapêutica (AT),
trabalhou em escolas e em domicílio. O trabalho do AT acontece
em ambientes externos e varia conforme a necessidade da criança.
“O objetivo é que a criança tenha cada vez mais habilidades
para ter uma vida mais independente, sem precisar do AT”, explica.
Hoje, ela relata atuar desde o processo de avaliação e
diagnóstico de transtornos do neurodesenvolvimento, até
o acompanhamento terapêutico, com intervenções que podem ocorrer
individualmente, em dupla ou em grupo, tanto dentro quanto fora do consultório.
Especializações e formação voltadas ao
neurodesenvolvimento
Formada em Psicologia em dezembro de 2021, Tamires diz que
nunca deixou de se atualizar. “Eu gosto muito do que eu faço e procuro sempre
me atualizar e buscar melhores conteúdos científicos.” Ela conta já
ter três especializações: Neuropsicologia, Análise do
Comportamento Aplicada (ABA) e Desenvolvimento Infantil.
Por isso realiza avaliação
neuropsicológica em crianças, adolescentes e adultos, e afirma que é
possível iniciar esse mapeamento a partir de 1 ano.
Por que hoje se fala mais em autismo e TDAH?
A percepção de aumento nos diagnósticos, segundo Tamires,
tem relação direta com maior acesso à informação e com mudanças na
própria classificação clínica ao longo dos anos.
Além da escola, ela observa que os encaminhamentos passaram
a vir com mais frequência de pediatras, psicólogos, neuropediatras e fonoaudiólogos —
e também de pais mais atentos a sinais precoces, especialmente quando
há atraso de fala.
Diagnóstico precoce: “o tempo não tem como voltar”
Um dos pontos que a psicóloga reforça como muito importante
é a intervenção precoce. Para ela, quanto antes as dificuldades são
compreendidas e tratadas, menor é o sofrimento acumulado pela criança.
“Se você percebe que seu filho tem dificuldades, tem um
desenvolvimento diferente das outras crianças, vá em busca de um especialista.
O tempo não tem como voltar e, se o diagnóstico e intervenção não acontecem,
quem paga com prejuízos é a criança e, consequentemente a família”, afirma.
Ela aponta que, já por volta de 1 ano, algumas famílias
procuram avaliação ao perceber sinais como atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades
alimentares, atrasos na fala e linguagem e dificuldades para interação social.
Tamires observa que quando é feito o diagnóstico da criança,
muitas vezes os pais também pedem para ser avaliados.
“Tanto com o autismo quanto com o TDAH, quando os filhos vêm
para avaliação e recebem o diagnóstico, comumente a gente acaba avaliando os
pais também, pois tende a ser condições hereditárias.”
A avaliação diagnóstica pode ser realizada já a partir de 1
ano de idade e mesmo quando realizada na idade adulta, traz vantagens para o
autoconhecimento, porque a pessoa passa a entender o motivo de dificuldades que
tem e/ou teve no passado.
O que é Terapia ABA ?
A Terapia ABA (Análise do Comportamento
Aplicada) é uma ciência baseada em evidências que utiliza
princípios da análise do comportamento para ensinar
habilidades e reduzir comportamentos desafiadores, sendo muito
aplicada na intervenção de pessoas com neurodivergentes.
Na prática clínica, o processo começa com uma avaliação
detalhada das necessidades do paciente e do que ele enfrenta no dia a dia.
A partir disso, são planejadas intervenções personalizadas — com estratégias
como reforço positivo, adaptações do ambiente e treinos estruturados.
Tamires explica que o diferencial está em alinhar objetivos
terapêuticos ao cotidiano. Se a criança tem dificuldade de comportamento no
shopping, por exemplo, a intervenção pode acontecer ali — mas não como um
simples passeio.
“Não é só ir ao shopping, é ir com um objetivo”, diz. A
proposta pode envolver aprender a esperar, tolerar o “não”, pedir ajuda,
cumprimentar pessoas e praticar autonomia com tarefas concretas, como comprar
um lanche e pagar, por exemplo.
Orientação parental: terapia que envolve a família
Além do trabalho direto com a criança, a psicóloga destaca
a orientação parental como parte “importantíssima” do processo
terapêutico. Quando consegue estabelecer o chamado “controle instrucional” (ou
seja, condições para a criança responder bem às propostas), os pais podem ser
convidados a participar das saídas sociais e aprender, na prática, como
conduzir determinadas situações.
A lógica é simples: se o desafio acontece em casa, na escola
ou em locais públicos, a família precisa se sentir preparada para lidar com ele,
com estratégias consistentes e alinhadas ao plano terapêutico.
Atendimentos e serviços:
Serviço:
Tamires Oliveira (CRP 06/179436)
Psicóloga com especialização em Análise do Comportamento Aplicada
(ABA) e Neuropsicologia, com foco em desenvolvimento infantil.
Endereço: Al. Tangará, nº 80 – 3º andar – Sala 309A – Granja Viana – Cotia
(em frente ao Shopping Granja Viana)
WhatsApp: (11) 99416-1708
Instagram: @neuropsico.tamioliveira
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