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Minha Vida Animal

30/07/2021

Abandono no Lar - Só alimentar seu Pet não basta



Ter um animal deve ser uma decisão racional e consciente de todas as partes envolvidas. Como falamos na coluna passada, "Como escolher um cão para você", também devemos ter consciência da expectativa de vida do animal (que é de mais ou menos de 10 a 15 anos) a quem devemos amar, cuidar e respeitar até o fim. 

Seja comprado ou adotado, para adquirir um PET deve-se pensar, planejar e discutir formas de minimizar as chances das pessoas envolvidas não se adaptarem ao convívio com o novo animalzinho. 

Todos os parâmetros que envolvem a posse responsável de um animal (como o financeiro, emocional, comportamental etc.), foram tratados na última coluna, mas agora vim lembrar dos esquecidos - os animais abandonados no próprio lar. 

Esse termo (abandono no lar) existe porque a situação acontece bastante. Na maioria dos casos, a pessoa vê, "se apaixona" e compra/adota aquele filhote... só que ele cresce e pode ter comportamentos incompatíveis com o desejo daquele tutor. 

Adquirir um animal com a motivação errada causa essa frustração nos donos e muitos que têm condições (principalmente financeira) de manter o animal, acabam por ir deixando-o de lado e aos poucos vão isolando o animal do convívio social geral, ou seja, são cães, gatos e outros bichinhos que vivem nos quintais ou até em apartamentos, mas têm suas necessidades características da espécie totalmente ignoradas. 

Os animais sobrevivem com as necessidades básicas supridas, como ter comida e água, mas será que só isso é o bastante para terem uma vida boa? Ou uma vida com qualidade mental e física? É para isso que a pessoa adotou o animal? Para suprir uma necessidade emocional pessoal e quando isto é suprido o animal vira um objeto de decoração da casa? Muitos fazem isso sem nem perceber (ou até percebem, mas acham que já estão fazendo o suficiente). 

Quanto mais isolamos o animal, mais isso influencia o bem estar dele e isso reflete em problemas comportamentais. O que mais ocorre é o cão ou gato demonstrar:

  • comportamento agressivo; 
  • ansiedade generalizada; 
  • comportamentos antissociais com outras pessoas ou animais;
  • medos variados; 
  • transtornos compulsivos.

Este último é o que mais ocorre em animais em cativeiro. No caso, o cativeiro dos PETs é nossa casa, apartamento ou chácara, não importa a disposição de espaço, se o animal vive isolado e não tem suas necessidades mentais, emocionais e sociais priorizadas, ele vive abandonado em um cativeiro.  

Nós conseguimos perceber esses transtornos compulsivos por meio das "estereotipias", que são sequências de movimentos repetitivos muitas vezes originários de comportamentos característicos da espécie (por exemplo, lamber ou latir), só que feitos de forma exagerada e fora de contexto (cães e gatos que se lambem sem parar até se ferir, ou que latem e uivam o dia todo, cães que "caçam" moscas que não existem etc.), como tentativas de restabelecer o equilíbrio que aquele ambiente de cativeiro tirou.  

Geralmente se estabelece a situação onde quanto mais o animal tem um comportamento considerado ruim ou chato pelo dono, mais o dono o isola e quanto mais isso acontece, mais esse comportamento piora e a ajuda a virem outros comportamentos ruins, tornando tudo uma bola de neve que, na verdade, é prejudicial tanto á vida do animal quando dos donos. 

Aqueles comportamentos listados podem se tornar fixos e independentes do ambiente ou de estímulos, o que torna mais complicado de mudar o comportamento, mas não é impossível... se você percebeu que seu cão demonstra algum dos comportamentos listados, seja há muito ou pouco tempo, procure um veterinário de sua confiança e um bom adestrador/consultor em comportamento animal, para que este, junto com os donos, trace um plano de metas e mudanças com objetivo de melhorar o bem estar do animal e assim, mudar de fato os comportamentos ruins de forma permanente.   

Falta de planejamento (principalmente financeiro) e motivação errada são as maiores causas de abandono de animais, seja ele um abandono fora ou dentro do lar. O assunto é ácido, mas muitos que estão lendo podem estar pensando o mesmo que pensei quando me deparei com o tema: "opa, conheço um cão que vive assim, esquecido na própria casa". Repare,  sempre tem alguém perto de você que tomou a responsabilidade de criar um animal em casa para si, porém, depois de decorrido um tempo ou alguma situação comportamental desagradável, "armou-se" de  várias "justificativas" para que o cão/gato/papagaio/porquinho da índia vivesse de maneira isolada do resto do convívio social da família. 

O que chamamos de posse responsável é justamente gastar todas as alternativas existentes e às vezes inexistentes também, de resolver uma situação que envolve um membro da nossa família que amamos, como são ou deveriam ser todos os PETs. 


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Alice Manochio

Alice é adestradora de cães e trabalha com muito amor na Bicho de Boa. Foi granjeira por 17 anos até ingressar na faculdade e se mudar para o interior do estado. Hoje, além adestradora, Alice é gestora ambiental.
instagram/bichodeboa

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