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Advogada e filho de 6 anos são mortos em Cotia; ex-companheiro é suspeito

04/11/2026


Polícia Civil pediu a prisão do empresário, que está foragido. Caso é investigado como feminicídio e vicaricídio, quando um filho é assassinado com o objetivo de causar sofrimento à mãe.

Uma advogada de 29 anos e seu filho, de apenas seis anos, foram encontrados mortos na noite de terça-feira (3), no apartamento onde moravam, em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo. O principal suspeito é o ex-companheiro da mulher, o empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, contra quem a Polícia Civil solicitou um mandado de prisão. Ele está foragido.



O empresário Eric Conrado Alves de Almeida, 41, suspeito de matar a ex-companheira Ana Gabriela Faria Lima, 29, e o filho dela, Rafael, 6 - Reprodução/TV Globo

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito teria ligado para um escritório de advocacia em Campinas, no interior paulista, e confessado ter matado a ex-companheira e a criança. Durante a ligação, também teria informado o endereço onde estavam os corpos.

Uma advogada do escritório comunicou o relato à Delegacia de Polícia de Cotia por volta das 19h. Policiais foram até o apartamento e encontraram Ana Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e seu filho, Rafael Faria Lima Ferrari, de seis anos, com sinais de asfixia.

Segundo informações apuradas pela polícia, o empresário teria deixado o prédio em um veículo na noite de terça-feira.

Suspeita de cárcere privado também é investigada

A investigação apura ainda se Ana Gabriela era mantida em cárcere privado antes de ser assassinada. A família havia registrado o desaparecimento da advogada às 18h40 de terça-feira, no 2º Distrito Policial de Cotia, localizado na Granja Viana.

Equipes das polícias Civil e Militar realizam buscas para localizar o suspeito, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

O caso foi registrado como feminicídio e vicaricídio. O vicaricídio ocorre quando uma pessoa mata o filho ou outro familiar com a intenção de provocar sofrimento à mãe, geralmente em um contexto de violência doméstica e de gênero.

Até o momento, a reportagem não conseguiu identificar a defesa de Eric Conrado Alves de Almeida.


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