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Loteamentos Urbanos: descompasso entre ações de empresas e do poder público gera desordenamento

11/10/2025


Painel no 'Fórum Estadão Loteamento Urbano e Segurança Jurídica' reuniu Circe Bonatelli (mediador), Lair Krahenbuhl (Consurb), Caio Portugal (Aelo), Antonio Carlos da Costa (Secovi-Goiás) e Claudio Bernardes (Ingai) - Foto: Portal Estadão/ Helcio Nagamine/Estadão


Setor defende maior integração entre poder público e iniciativa privada no planejamento das cidades

O desordenamento urbano que afeta cidades em todo o Brasil é resultado direto do descompasso entre as ações do poder público e da iniciativa privada. Essa foi uma das principais conclusões do Fórum Estadão Loteamento Urbano e Segurança Jurídica, realizado em São Paulo, que reuniu especialistas e executivos do setor para discutir o papel dos loteamentos no desenvolvimento das cidades.


Entre os debatedores estava Caio Portugal, presidente da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (AELO), que destacou que, ao longo das décadas, os loteadores foram obrigados a assumir responsabilidades originalmente atribuídas à gestão pública — como a implantação de infraestrutura básica (água, esgoto, calçamento e energia) — para viabilizar seus empreendimentos.

“O setor de loteamentos sempre se autofinanciou, sem contar com o apoio do poder público. Isso elevou o custo dos terrenos e empurrou a produção para faixas de maior poder aquisitivo”, afirmou o presidente da AELO.

Segundo dados da entidade, 80% das áreas urbanizadas no país surgiram a partir de iniciativas privadas, enquanto apenas 20% foram projetadas pelo Estado. Essa ausência histórica de planejamento conjunto entre governo e iniciativa privada resultou em problemas que ainda persistem, como ocupações irregulares, áreas de risco, falta de saneamento, poluição e mobilidade precária.

Portugal lembrou ainda que o programa Minha Casa, Minha Vida poderia ter um papel transformador ao incluir o financiamento de lotes urbanos, estimulando a autoconstrução assistida. No entanto, o crédito inicialmente previsto para o setor privado acabou sendo direcionado às prefeituras.

“Não existe habitação social sem antes ter um lote social. O planejamento urbano precisa integrar políticas públicas e a iniciativa privada, com foco na moradia digna e no crescimento ordenado”, reforçou.



Na foto Ruth Portugal, primeira da direta para esquerda, arquiteta, diretora da AELO e diretora de operações da GP Desenvolvimento Urbano.

Sustentabilidade e infraestrutura verde: o novo diferencial do setor

A preocupação ambiental vem se consolidando como um dos principais diferenciais competitivos dos empreendimentos urbanos. Para Ruth Portugal, arquiteta, diretora da AELO e COO da GP Desenvolvimento Urbano, a adoção de soluções de infraestrutura verde tem sido determinante na valorização dos loteamentos e na decisão de compra dos clientes.

“A adoção de práticas sustentáveis e responsáveis se consolidou como um diferencial competitivo e tem influenciado de forma positiva a decisão de compra dos imóveis”, afirma Ruth.

De acordo com ela, as soluções de infraestrutura verde — como jardins de chuva, pavimentos permeáveis, telhados e paredes verdes, além da integração de áreas naturais e corredores ecológicos — agregam valor econômico, social e ambiental aos empreendimentos.

“O que antes era visto como um fator restritivo hoje se transforma em uma oportunidade de mercado. A integração das chamadas infraestruturas cinzas com soluções baseadas na natureza assegura a continuidade de um desenvolvimento urbano mais equilibrado”, explica.

Ruth destaca que cabe ao empreendedor identificar e potencializar as características de cada gleba, promovendo uma integração inteligente entre área, entorno e meio ambiente. “A expansão metropolitana e regional deve ser cuidadosamente planejada para evitar o crescimento desordenado e a degradação ambiental. Ao integrar novos bairros de forma sustentável, o setor privado contribui para cidades mais resilientes, saudáveis e alinhadas às demandas contemporâneas.”

Exemplo na Granja Viana

Na GP Desenvolvimento Urbano, empresa da qual Ruth e Caio Portugal são co-proprietários, o Quinta dos Lagos, em Cotia, é um exemplo de empreendimento que alia planejamento e sustentabilidade. O projeto preserva uma ampla área de Mata Atlântica, quatro lagos naturais e incorpora soluções como jardins de chuva, calçadas drenantes e espaços de convivência ao ar livre, fortalecendo a relação entre as pessoas e a natureza.

“Nosso objetivo é reduzir o impacto das chuvas e promover o bem-estar dos moradores, criando espaços que estimulam o convívio e a conexão com o meio ambiente”, explica Ruth.

Com informações de Lílian Cunha e Wellinton Diniz / Estadão

Adendo:
Caio Portugal é presidente da AELO e co-proprietário da GP Desenvolvimento Urbano (GP Desurb), ao lado da arquiteta Ruth Portugal, diretora da AELO e COO da empresa.
Ambos participaram ativamente de debates sobre a verticalização e o futuro urbano da Granja Viana, promovidos pelo Site da Granja.


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