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Com cursos já em andamento, Instituto Federal tem fase decisiva em Cotia

13/05/2026


Mauricio Orth


Campus federal avança na reforma da sede definitiva, amplia cursos de extensão e aguarda liberação de professores e técnicos para iniciar os cursos regulares.

O novo campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Cotia começa a sair definitivamente do papel.  Com a reforma da sede em fase final e os primeiros cursos de extensão já acontecendo, a implantação entra agora em uma etapa considerada decisiva: garantir a estrutura de pessoal necessária para o início dos cursos regulares previstos para os próximos anos.

A unidade faz parte do plano nacional de expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Em março deste ano, o Ministério da Educação (MEC) autorizou o funcionamento de 38 novos campi de Institutos Federais no país, entre eles a unidade de Cotia.

O campus está instalado na Rua Howard Archebald Acheson Junior, onde era a Europan. O imóvel foi adquirido pelo Governo Federal em 2025.

A diretora-geral do campus, Lucia Scott Collet, afirma que a unidade está em fase final de adequações estruturais e já começa a equipar os ambientes pedagógicos.

“O IFSP tem potencial enorme para gerar mudanças em um território e nas vidas dos alunos.”

Cursos já em andamento

Mesmo antes da operação plena, o campus já iniciou atividades de formação profissional e extensão. Atualmente, estão em andamento cursos de curta duração como pedreiro de alvenaria, montador e reparador de computadores e eletricista instalador de baixa tensão.

A diretora-adjunta educacional Leah Negromonte explica que os cursos planejados foram definidos a partir de audiências públicas e consultas à população.

“Os cursos que nós ofertamos e ofertaremos têm a ver com o arranjo produtivo local, ou seja, o que a cidade produz, o que a cidade precisa de mão de obra e de formação técnica e profissional”,

afirma.

Inicialmente, “O campus Cotia ficou com o eixo da indústria e da sustentabilidade”, resume Leah. Entre os primeiros cursos técnicos previstos estão Automação Industrial, Sistemas de Energia Renovável, Química e Biotecnologia.

O desafio agora é montar a equipe

Apesar do avanço da estrutura física e do início das atividades de extensão, o principal desafio do campus agora é a formação da equipe permanente para a abertura dos cursos regulares.

Segundo Lucia Collet, a operação plena depende da liberação dos chamados “códigos de vagas”, mecanismo federal que autoriza a contratação de professores e técnicos administrativos, servidores federais concursados, para os novos campi da Rede Federal.

“O maior desafio é termos permissão para contratação a tempo de iniciarmos os cursos já no início do ano que vem”, afirma.

Em publicação recente, o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou a criação de milhares de novos cargos para universidades e institutos federais em todo o país. No entanto, Lucia lembra ainda que o calendário eleitoral pode impactar concursos e contratações federais, tornando os próximos meses decisivos para o funcionamento regular da unidade.

Parceria local ajuda implantação do campus

A implantação do campus também conta com o apoio de diferentes áreas da administração municipal. Nesse sentido, Leah Negromonte destaca que

“Tem sido uma parceria muito exitosa da federação com o município”, afirma.

Segundo o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Social de Cotia, Luciano Freitas, a parceria já começa a gerar desdobramentos concretos no território.

“A implantação de uma unidade do Instituto Federal em Cotia representa um marco histórico para o desenvolvimento educacional, social e econômico do município”, afirma.

Luciano ainda complementa dizendo que a cooperação também prevê a implantação de um novo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) no Campus. A GCM também já tem base lá.

Parte do mobiliário foi obtido por meio de doações articuladas junto à sociedade civil e parceiros locais. Segundo Roberto Alves de Sales, o “Professor Sales”, ex-diretor do Colégio Rio Branco e atual secretário de Saúde, as carteiras e móveis escolares foram doados pela Fundação de Rotarianos e posteriormente destinados ao campus.

“O Instituto Federal possui importância estratégica para toda a região, principalmente por unir educação pública, qualificação profissional, desenvolvimento tecnológico e inclusão social”,

afirma Sales.

O que muda para Cotia

Para Lucia Collet, a chegada do IFSP de Cotia representa uma mudança estrutural para a cidade, não apenas pela ampliação da oferta de ensino técnico e superior gratuito, mas também pela capacidade de integrar educação, pesquisa aplicada e desenvolvimento regional.

“Trazemos não só educação pública, gratuita e de qualidade, mas também ações culturais e científicas”, afirma.

Além da formação técnica, ela destaca políticas de permanência estudantil voltadas principalmente a alunos em situação de vulnerabilidade social.

“Há ações afirmativas sistemáticas para atendimento pleno e promoção da permanência de alunos vulneráveis, o que proporciona melhoria de qualidade de vida a eles e suas famílias.”

Em Cotia, a expectativa da equipe de implantação é avançar gradualmente da atual fase de cursos de extensão para a abertura das primeiras turmas técnicas regulares, consolidando um novo polo de educação profissional e tecnológica na região oeste da Grande São Paulo.

“O Instituto Federal é para todo mundo que queira alguma formação técnica de qualidade.” Finaliza Leah.


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