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Estação São George da Linha 22-Marrom poderá ter túnel para travessia segura da Raposo Tavares

25/06/2026


O portal especializado em mobilidade urbana Via Trolebus vem acompanhando de perto os avanços dos projetos da futura Linha 22-Marrom do Metrô e revelou novos detalhes sobre a Estação São George, prevista para ser implantada na região do km 24 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia.

De acordo com reportagem do jornalista Renato Lobo, publicada no Via Trolebus com base em documentos técnicos do projeto básico da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô-SP), a futura estação deverá trazer uma solução que pode beneficiar não apenas os usuários do metrô, mas também os moradores da região: um túnel de ligação entre os dois lados da Raposo Tavares que funcionará como passagem pública para pedestres.

A proposta prevê que o túnel conecte os acessos norte e sul da estação em uma área não tarifada, permitindo que qualquer pessoa atravesse a rodovia de forma segura, sem necessidade de embarcar no sistema metroviário.

Três acessos e integração entre bairros

Segundo o projeto, a Estação São George contará com três acessos distintos, distribuídos estrategicamente para atender diferentes regiões do entorno.

O Acesso A, considerado o principal, ficará na margem norte da Rodovia Raposo Tavares, em uma área delimitada pela avenida marginal, Rua Mazel, Rua Belo Horizonte e Viela B.

O Acesso B será implantado no lado sul da rodovia, entre as ruas dos Manacás e das Acácias. Devido ao desnível existente entre as duas vias, o acesso contará com entradas em níveis diferentes, conectadas por escadas e elevadores, funcionando também como uma importante ligação para pedestres da região.

Já o Acesso C ficará voltado para a Avenida Denne e para o bairro Parque São George, ampliando a área de abrangência da estação e facilitando o acesso dos moradores ao sistema metroviário.

A proposta busca integrar áreas atualmente separadas pela rodovia, facilitando a circulação de moradores, trabalhadores e estudantes da região.

Na prática, a estação poderá funcionar não apenas como ponto de embarque no metrô, mas também como uma nova conexão urbana entre os dois lados da Raposo Tavares, hoje separados por uma travessia difícil para pedestres.



Estação terá cerca de 50 metros de profundidade

Outro aspecto que chama atenção é a profundidade da futura estação.

Os documentos apontam um desnível de aproximadamente 50 metros entre o nível da superfície e a plataforma dos trens. Para vencer essa diferença, o projeto prevê elevadores de grande capacidade, com espaço para até 33 pessoas por cabine, além de escadas fixas.

Os elevadores deverão realizar paradas intermediárias para atender os diferentes acessos da estação.

Como será a construção

Segundo o projeto básico, a estação deverá ser construída a partir de uma grande vala inicial, seguida da escavação de um poço central com cerca de 40 metros de profundidade. A partir desse ponto, as plataformas serão escavadas pelo método NATM, técnica amplamente utilizada na construção de túneis urbanos.

A escolha de posicionar o hall de bloqueios no nível do mezanino permitiu que o túnel de ligação entre os acessos norte e sul permanecesse totalmente em área pública, tornando-se uma travessia segura para pedestres.

Bicicletário e integração com ônibus

O estudo também prevê infraestrutura para incentivar a mobilidade integrada, incluindo:

• Bicicletário com capacidade para 100 bicicletas;

• Pontos de ônibus junto aos acessos da estação;

• Áreas de embarque e desembarque rápido (kiss and ride);

• Estudos para futuras conexões cicloviárias na Rua Mazel e na Avenida Denne.

Não está prevista a implantação de estacionamento de longa permanência para automóveis.

Impacto na região

De acordo com o estudo apresentado, os impactos no tráfego deverão se concentrar nas vias locais próximas à estação, sem necessidade de alterações significativas na pista principal da Rodovia Raposo Tavares.

A previsão de demanda citada no projeto é de aproximadamente 6,5 mil passageiros por dia na Estação São George.

A estação também deverá abrigar a ligação com a futura Subestação Mesopotâmia, uma das estruturas planejadas para fornecer energia à Linha 22-Marrom.

As informações foram divulgadas pelo portal Via Trolebus, especializado em mobilidade urbana, com base em documentos técnicos do projeto básico da Linha 22-Marrom elaborados pelo Consórcio SYSTRA-PRIME e pelo Metrô de São Paulo.

Fonte: Reportagem de Renato Lobo, publicada no portal Via Trolebus, com base em documentos técnicos do Metrô de São Paulo e do Consórcio SYSTRA-PRIME.


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