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Frota é desligado da vereança de Cotia e pode cumprir prisão domiciliar

08/10/2025


Mauricio Orth


Veja aqui com detalhes o final de um capítulo importante sobre a relação de Frota com o município de Cotia

Em 5 de abril de 2017, Alexandre Frota postou em sua página oficial na rede social Facebook uma imagem do Deputado Federal Jean Wyllys acompanhada da seguinte frase: "A pedofilia é uma prática normal em diversas espécies de animal, anormal é o seu preconceito" Na época, sua página na rede, verificada (de autoria comprovada), tinha  mais de 430 mil seguidores. Esta postagem virou alvo de uma queixa-crime por supostamente difamar o então deputado federal Jean Wyllys. Segundo a acusação, a publicação, que dava a entender que Wyllys defendia a pedofilia, viralizou rapidamente — mais de 9,6 mil compartilhamentos e 4,4 mil curtidas — e teria atingido milhões de pessoas. Mesmo após a repercussão negativa, Frota voltou a postar a mesma imagem dez dias depois, o que, segundo a denúncia, mostra “reincidência” e intenção de prejudicar o deputado. Além disso, o uso das aspas teria dado aparência de veracidade à autoria da fala, aumentando o potencial de dano. O ex-ator ainda teria respondido nos comentários, chamando Jean Wyllys de “lixo”, “corrupto” e “sujo”, o que, segundo o texto da queixa-crime, ultrapassa os limites da liberdade de expressão e entra no campo da injúria e difamação.

Não deu outra: após a coleta de provas e a tramitação do caso, a justiça proferiu sentença em 2019 condenando Alexandre Frota Andrade por crimes contra a honra.

A defesa de Frota recorreu, sem sucesso: em junho de 2021, O juiz federal Paulo Gustavo Guedes Fontes foi o relator do caso, negou o recurso e seu voto foi seguido por unanimidade pela Turma. Finalmente, o  caso foi concluído em agosto deste ano, quando Frota foi condenado em definitivo e a sentença transitou em julgado — não cabe mais recurso. Ele foi considerado culpado pelos crimes de calúnia e difamação, e sua sentença foi fixada em dois anos e 26 dias de detenção, em regime aberto, e ao pagamento de 175 dias-multa. A reclusão poderá ser substituída pela prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, além da limitação de sair de casa aos finais de semana. 

“Todos têm direito à própria opinião, mas não aos próprios fatos”, afirmou o advogado de Jean Wyllys, Lucas Mourão, ao comentar o desfecho do caso.

A Câmara e Frota

A Constituição Federal determina a perda de mandato (cargos eletivos) em casos de condenação criminal transitada em julgado. Em um de seus primeiros pronunciamentos após carta da Câmara publicada na sexta 03/10 comunicando seu desligamento, Frota afirmou:

"É uma guerra e, infelizmente, a Câmara hoje cassou o meu mandato, como vocês todos já devem saber. É óbvio que eu não fiquei feliz, fiquei triste porque eu vinha exercendo um trabalho profissional bacana de muita entrega, de muito amor a esta cidade". Afirmou. "Ninguém queria e ninguém imaginava que isso pudesse acontecer, mas aconteceu e não é de hoje que tentavam me calar, mas engana-se quem vai me calar. Eu continuo sendo esse cara, eu continuo dedicado à cidade, vou continuar ajudando as pessoas, agora livre", completou.

Durante a Sessão de terça, 07/10, A Câmara Municipal de Cotia afirmou que apenas cumpriu uma decisão judicial ao declarar a perda do mandato do ex-vereador Alexandre Frota — e que não houve nenhuma votação dos vereadores para cassá-lo. No mesmo dia, a Câmara ainda publicou nota à imprensa afirmando que a perda do mandato não passou por votação, pois foi uma determinação judicial obrigatória, cabendo ao Legislativo apenas cumprir a lei. A Casa informou ainda que recebeu da Justiça Eleitoral, no fim de setembro, o comunicado sobre a suspensão dos direitos políticos de Frota — e que a publicação da resolução foi apenas uma exigência legal, sem margem para interferência política.

Na Sessão, parlamentares reforçaram que o processo vem desde 2017 e terminou com a condenação de Frota por crime doloso, com pena de dois anos e 26 dias. Por isso, segundo eles, a Câmara só seguiu a ordem da Justiça Eleitoral. Os vereadores também criticaram o ex-parlamentar por espalhar informações falsas e tentar confundir a opinião pública. “Tem que informar, não desinformar”, disse um deles, destacando que, com a decisão já transitada em julgado, não cabe mais recurso. Fogos de artifício foram ouvidos nas imediações enquanto se dava a oficialização do desligamento de Frota, que posteriormente chegou a postar mensagem relatando sobre um eventual churrasco de comemoração com integrantes da Câmara sobre o ocorrido.

Vida que segue

Quem assume a cadeira é Fabio Ribeiro Ferreira, o Pastor Fabio Ribeiro, que já estava vereador desde o começo do mês, pela ida de Frota para a Secretaria das Relações Institucionais, de onde aliás, o Pastor saiu. Assim, o Pastor Fábio e Frota trocaram de cadeiras, pelo menos por enquanto.

Ribeiro é do PDT e obteve 1.629 votos nas Eleições 2024. Nascido em Uiraúna (PB) em 04/07/1982, Ribeiro tem ensino médio incompleto e é empresário do ramo da construção civil, casado, pai de dois filhos e morador do Jardim Petrópolis. Além da vida política, atua como presidente da Igreja Evangélica Altar de Gratidão.

“Recebo essa missão com muita responsabilidade. Quero levar para a Câmara a voz das comunidades, trabalhando com dedicação e fé para que Cotia continue avançando e para que mais famílias tenham oportunidades e dignidade”, declarou o Pastor.

E agora?

Como foi dito, a Constituição Federal determina a perda de mandato em casos de condenação criminal transitada em julgado, o que não abrange outros cargos públicos, como é o caso do cargo de Secretário. Pelos depoimentos colhidos, o que se depreende é que Frota não estaria mais em cargo público algum de Cotia. O Site da Granja solicitou posicionamento oficial para a Secretaria de Comunicação e integrantes da pasta de Relações Institucionais e até o momento da redação desta matéria não havia informação disponível sobre sua permanência na pasta. O Site da Granja ainda buscou contato com o ex-deputado Jean Wyllys para eventual depoimento e também aguarda retorno.


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