28/08/2026
Uma operação conjunta deflagrada na manhã desta sexta-feira (28) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Corregedoria da Polícia Civil investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo policiais civis, um advogado e empresários ligados ao transporte e comércio de cargas ilegais de eletrônicos.
Um investigador do 2º Distrito Policial de Cotia foi afastado das funções e passou a ser alvo de restrições.
A ação ocorre em diferentes pontos da Grande São Paulo, incluindo Cotia, Santana de Parnaíba e Embu das Artes. Ao todo, a Justiça expediu sete mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão. Os mandados relacionados à operação estão sendo cumpridos no 2o. Distrito Policial de Cotia, na Granja Viana.
Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas: os policiais civis José Adriano Pereira da Silva Nishi, Bruno Moreno dos Santos e Marcos Vinicius, além do advogado Sidiclei Almeida e do empresário paranaense Jonathan Vieira, apontado como um dos intermediários do esquema.
Segundo as investigações, os policiais suspeitos cobrariam propina para liberar cargas de celulares e outros produtos eletrônicos que deveriam ser apreendidas. Os valores exigidos chegariam a 70% do valor das mercadorias.
Um dos casos investigados envolve uma apreensão de celulares realizada em 17 de junho de 2024. De acordo com os investigadores, apenas parte da carga teria sido formalmente registrada como apreendida, enquanto o restante teria sido liberado de maneira irregular.
Ainda segundo a investigação, José Adriano Pereira da Silva Nishi teria participado de negociações para a liberação de uma carga. O advogado Sidiclei Almeida é apontado como possível intermediário entre policiais e empresários, com participação na cobrança e na operacionalização dos pagamentos.
Já Jonathan Vieira, empresário do Paraná, é investigado por supostamente atuar como um dos intermediários do esquema no estado.
Entre os alvos da operação está ainda Thiago Magnabosco, considerado foragido e que, segundo os investigadores, estaria no Paraguai. Um policial civil que também teve a prisão decretada ainda não havia sido localizado até a última atualização.
Além das prisões, equipes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, incluindo unidades da Polícia Civil na Grande São Paulo.
A operação faz parte do avanço das investigações sobre um possível esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e intermediários para permitir a liberação irregular de mercadorias apreendidas durante ações policiais.
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