20/08/2026
Mauricio Orth
(atualizada 20/08 - 11:41h)
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou na manhã desta quinta-feira (20) a Operação Cátaros, que investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos, estão o candidato a deputado estadual Emerson Rocha, conhecido como Felipinho (Podemos), e três vereadores de Cotia: Eduardo Nascimento (PSB), Sérgio Luiz de Freitas - o Serginho Luiz (PSB) -, e Yago Bezerra Neres (União Brasil).
A Câmara Municipal de Cotia também é alvo de busca e apreensão.
Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão em 21 endereços de Cotia, São Paulo, Jandira, São Lourenço da Serra e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Candidato já está preso
Emerson Rocha já estava preso quando a operação foi deflagrada. Segundo o MP, ele seria responsável por um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao crime organizado.
A Justiça também expediu um mandado de prisão contra a mulher de Rocha, que está no exterior.
O Ministério Público investiga a possível ligação dos envolvidos com integrantes do PCC. Até o momento, porém, não foram divulgados publicamente detalhes sobre a participação individual de cada um dos três vereadores na investigação.
Buscas em Cotia
Além dos endereços ligados aos investigados, os agentes também estão realizando buscas na Câmara Municipal. Segundo informações não confirmadas, os vereadores estariam prestando esclarecimentos.
A operação mobiliza 96 policiais militares do 5º BAEP e 80 policiais civis, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Segundo informações divulgadas durante a manhã, foram apreendidos veículos e equipamentos eletrônicos, entre outros materiais. As diligências ainda estão em andamento.
O Site da Granja procurou os vereadores e busca informações oficiais sobre a operação.
Investigação ainda está em andamento
A Operação Cátaros investiga suspeitas de ligação dos alvos com integrantes do PCC e de lavagem de dinheiro. As circunstâncias e o papel de cada investigado ainda estão sendo apurados.
Ser alvo de busca e apreensão ou de investigação não significa, por si só, condenação ou comprovação de envolvimento com os crimes investigados.
Por que “Cátaros”?
O Ministério Público ainda não informou publicamente o motivo específico da escolha do nome “Cátaros” para a operação.
O nome da operação faz referência aos cátaros, integrantes de um movimento religioso cristão medieval que ganhou força no sul da França entre os séculos XII e XIII. A palavra vem do grego katharós, que significa “puro” ou “limpo”.
Os cátaros defendiam uma visão dualista do mundo e foram considerados hereges pela Igreja Católica, sendo perseguidos durante a chamada Cruzada Albigense.
O que é lavagem de dinheiro?
Lavagem de dinheiro é o processo usado para dar aparência legal a recursos obtidos de atividades criminosas, dificultando a identificação de sua origem. Em geral, o dinheiro passa por diferentes operações financeiras, empresas, bens ou outras transações para tentar ocultar sua procedência ilegal.
O Ministério Público de São Paulo divulgou novos detalhes sobre a Operação Cátaros, realizada nesta quinta-feira (20) em Cotia e outras cidades. 
Segundo o MP-SP, o principal investigado, Emerson Dias Rocha, possui extensa ficha criminal e vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo apontado na investigação como responsável pelo conluio que envolveria os demais investigados. Durante as buscas feitas, foram apreendidos seis veículos: Jeep Commander, Jeep Compass, Volkswagen Taos, Volkswagen Polo, Mitsubishi L200 Triton e Chevrolet Onix.
Carros apreendidos
Também foram recolhidos celulares, computadores, notebook, pen drive, cartões de memória e livros com anotações, materiais que, segundo o MP-SP, poderão contribuir para o avanço das investigações..jpeg)
A maior parte das apreensões ocorreu em imóveis localizados em Cotia. Em uma empresa da cidade, os agentes apreenderam um notebook, um computador, três cartões de memória e livros com anotações.
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A operação contou com a participação de 96 policiais militares do 5º BAEP e 80 policiais civis, que deram apoio ao cumprimento das medidas judiciais. O MP-SP investiga uma possível ligação dos alvos com integrantes do PCC e um suposto esquema de lavagem de dinheiro. A participação individual de cada investigado ainda está sendo apurada.
As informações acima foram divulgadas pelo Ministério Público de São Paulo.
O Site da Granja acompanha o caso e atualizará esta reportagem à medida que novas informações forem confirmadas.
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