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20/12/2021

Pronto atendimentos de Cotia lotam com surto de Influenza H2N3


"A exemplo do que acontece em unidades de saúde em diversos estados, especialmente da região sudeste do Brasil, em Cotia, houve um aumento na procura por atendimento por parte de pacientes com quadro gripal dobrando o número de atendimentos nas últimas semanas. O motivo é o surto de H2N3".

A secretaria de Saúde de Cotia, embora sem divulgar números ou estatísticas, confirmou que a cidade vive  um surto de gripe provocada pelo Influenza H2N.

Há cerca de duas semanas pelo menos, os pronto atendimentos da cidade, sobretudo no Parque São George e UPA Atalaia  tem estado lotado e com grandes filas de espera e segundo funcionários a maioria dos casos são de pessoas com sintomas da gripe como tosse, coriza e dor de garganta. 

Segundo especialistas, a falta de cobertura vacinal está provocando o aumento de atendimentos nos pronto-socorros e internações. 

Só para se ter uma ideia, durante o pico da gripe, no ano passado, foram registrados 12 casos de internações em quatro meses. Este ano, já são 19 hospitalizações em uma semana. Em Cotia solicitamos esses números à Secretaria de Saúde mas ainda não obtivemos retorno. 

O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, do Departamento de Política e Gestão em Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, acredita que esse aumento deve ocorrer em várias cidades e capitais do País. 

Para ele, uma das razões foi a baixa adesão à imunização disponibilizada para idosos, gestantes, crianças e profissionais da saúde. “Das 80 milhões de doses, apenas 40 milhões foram aplicadas. Além disso, houve uma falta de convocação do público. 

O especialista da Universidade de São Paulo diz que a volta às aulas fez com que as crianças fizessem os vírus circular, levando-os para dentro de casa.  Além disso, é importante ressaltar que a vacina contra o influenza não protege 100%, por isso muitas pessoas que tomaram a vacina podem ter contraído essa gripe.

Gonzalo Vecina afirma que não é necessário um reforço da vacina, sua validade é de um ano e deve ser feita no período de inverno, justamente quando a gripe está no auge da transmissão. Vale lembrar que a vacina já foi aplicada há mais de seis meses, por isso fica a mesma orientação recomendada contra a covid-19:  uso de máscaras e evitar as aglomerações em locais públicos. 

Chamada de Darwin, justamente porque foi identificada na Austrália pela primeira vez, essa cepa não está coberta pela atual vacina. Para 2022, a Organização Mundial da Saúde já mudou. Será o influenza A H3N2 Darwin, justamente a cepa que a Fiocruz identificou no surto do Rio de Janeiro.

A orientação que fica para o próximo ano é: “Tome a vacina da gripe e se proteja para o próximo ciclo da doença”, diz o médico sanitarista. Até lá, é recomendável manter os mesmos cuidados que se têm para prevenção da covid-19.

(Com informações do Jornal da USP)


 

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