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Ouvir salva vidas: Cotia no combate ao abuso e à exploração sexual infantil

19/05/2026


Programação do Maio Laranja destacou sinais silenciosos da violência, a importância da escuta e o papel da sociedade na proteção de crianças e adolescentes

A cada hora, pelo menos três crianças sofrem algum tipo de abuso no Brasil. A realidade preocupante também exige atenção em Cotia e foi tema central da programação alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizada nesta segunda-feira (18), pela Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Cotia.

O encontro aconteceu no saguão do Centro Administrativo de Cotia (CAC) e reuniu representantes da rede de proteção, conselheiras tutelares, profissionais da assistência social, entidades e autoridades municipais para ampliar o debate sobre prevenção, acolhimento e denúncia.

A abertura ficou por conta do Grupo Guaçatom, projeto musical formado por crianças e adolescentes de Caucaia do Alto sob regência da maestrina Isa Uheara. As apresentações emocionaram o público e ajudaram a reforçar a mensagem de cuidado e proteção à infância.

Durante o evento, o secretário adjunto de Desenvolvimento Social, José Bertuol, chamou atenção para a responsabilidade coletiva na construção de um ambiente seguro para as crianças. “Crianças não nascem monstros, nascem anjos. Nós é que, muitas vezes, falhamos, mas podemos cuidar delas e construir um mundo melhor”, afirmou.

O presidente da Associação Filantrópica Criança Feliz, Paul Ledergerber, também destacou o papel das famílias no processo de proteção. “A formação das crianças começa dentro de casa. Nós contribuímos, mas a responsabilidade principal é da família”, disse.

As falas reforçaram um dado preocupante: grande parte dos casos de abuso e exploração sexual ocorre dentro do círculo de confiança das vítimas. Familiares, conhecidos ou pessoas próximas frequentemente ocupam o lugar do agressor, o que torna a identificação da violência ainda mais difícil.

A psicóloga Monalisa Cristina de Oliveira e as conselheiras tutelares Maria Cristina, Mara Evangelista, Shirlei Araújo, Camila Alves, Cristiane de Almeida e Daniele Bretanha conduziram reflexões sobre proteção, prevenção e acolhimento, alertando para sinais que podem indicar situações de violência.

Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, dificuldade para dormir, alterações alimentares, medo excessivo de determinadas pessoas e até mudanças repentinas na forma de se vestir podem ser indícios de que algo está errado.

O evento contou ainda com a participação de representantes de entidades que atuam diretamente no atendimento e acolhimento de crianças e adolescentes, entre eles Vivam Arata, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; Robson Dias, da Vida Casa de Apoio; Geuza Costa, da Associação Alfa; Carmem Lúcia Toledo, da Criança Feliz; e Fátima Pina, do Centro Profissionalizante Rio Branco (Cepro).

Outro tema que gerou alerta foi o aumento dos casos de violência no ambiente virtual. Segundo as profissionais, muitos pais acreditam que os filhos estão protegidos apenas por permanecerem em casa, mas crianças e adolescentes também estão expostos a riscos em redes sociais, jogos on-line e aplicativos de conversa.

As conselheiras também destacaram situações frequentemente vistas como normais, como obrigar crianças a abraçar ou beijar adultos contra a própria vontade. Segundo elas, ensinar limites, respeitar a autonomia corporal e ouvir atentamente relatos ou desconfortos são atitudes fundamentais para a prevenção.

Durante a roda de conversa, uma mensagem resumiu o principal alerta do encontro: “Ouvir salva vidas.” A frase reforça a importância da escuta atenta, já que muitas vítimas demonstram sinais antes mesmo de conseguirem verbalizar o que estão vivendo.

A campanha Maio Laranja utiliza a flor amarela como símbolo da fragilidade da infância e da necessidade de cuidado permanente. A mobilização nacional busca conscientizar a população sobre a prevenção e o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.

As profissionais reforçaram que qualquer suspeita deve ser comunicada. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou por meio da Guarda Civil de Cotia, pelo telefone 153.

“Não é responsabilidade apenas do Conselho Tutelar ou da rede de proteção. Proteger crianças e adolescentes é dever de todos”, reforçaram as participantes do encontro.

Fotos: Roberto Pires


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