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Saúde e Educação em Crise: Manifestações em Cotia

16/10/2025


Mauricio Orth


Enquanto a cidade cresce, dois pilares fundamentais da vida pública — Saúde e Educação — enfrentam um cenário de crise que vem tirando o sossego de moradores, servidores e gestores.

De um lado, a saúde pública pede socorro, com falta de médicos, exames e medicamentos. Do outro, professores e profissionais da educação cobram valorização e condições dignas de trabalho. Entre promessas, reuniões e notas oficiais, o que se vê é a força da sociedade civil se organizando para exigir o básico: respeito, transparência e direitos garantidos.

A Saúde pede socorro

No dia 20 de setembro de 2025, Cotia viu nascer um movimento que já promete fazer história: o Fórum Popular de Saúde de Cotia. Criado por moradores, trabalhadores e ativistas, o grupo é suprapartidário, democrático e aberto à população, e tem um objetivo claro — fiscalizar e lutar por melhorias no SUS da cidade.

A iniciativa surgiu como resposta à dura realidade enfrentada pelos cotianos: postos de saúde superlotados, longas filas para exames e consultas, falta de medicamentos e profissionais sobrecarregados.

“O que a gente quer é simples: um sistema de saúde que funcione”, disse uma das participantes da audiência pública que marcou o lançamento do Fórum, na Câmara Municipal.

Durante o encontro, a população apontou os seis principais problemas da rede:

  • Falta de especialistas
  • Dificuldade para agendar consultas
  • Demora e falta de exames
  • Falta de medicamentos
  • Gestão ineficiente
  • Escassez de profissionais de saúde

As propostas apresentadas foram diretas: mutirões de atendimento, concursos públicos para especialistas, criação de um laboratório municipal e uso de tecnologia para agendamentos online e telemedicina.

Em 15 de outubro, o Fórum entregou um documento completo ao prefeito Welington Formiga, pedindo um plano de ação em 60 dias para resolver os problemas prioritários.

Durante a reunião, o prefeito reconheceu as dificuldades e disse ver o movimento como “um aliado para melhorar a saúde da cidade”, prometendo uma nova reunião no fim do mês para apresentar uma devolutiva.

Enquanto isso, o Fórum segue mobilizado — com reuniões abertas, coleta de dados e acompanhamento das promessas do governo. “A gente quer participar, fiscalizar e garantir que a saúde pública volte a ser um direito, não um favor”, reforçam os organizadores.

Educação: professores na luta por valorização

No dia seguinte, foi a vez da Educação se manifestar.

Na manhã do dia 16 de outubro, um grupo de professores e servidores municipais protestou em frente ao Paço Municipal de Cotia, cobrando valorização, diálogo e o cumprimento de promessas feitas pela atual gestão.

A principal pauta foi a implantação do novo Adicional de Local de Trabalho (ALT) — benefício que substituiria o antigo Adicional de Local de Exercício (ALE), extinto por decisão judicial.

Segundo o sindicato Apeoesp, a Prefeitura havia prometido resolver o impasse até setembro, mas o projeto continua parado.

“Estamos há meses esperando um retorno concreto. O benefício é essencial para nossa categoria”, disse Matheus Lima, representante da Apeoesp em uma entrevista concedida ao Cotia e Cia.

De fato, esse é um tema que vem gerando dúvidas e insatisfação na categoria. O benefício foi criado para substituir o antigo ALE, extinto por decisão judicial em março de 2025.

Na prática, o ALT não é exatamente um novo benefício, mas uma reformulação do antigo ALE, com uma diferença importante: enquanto o ALE era um valor extra pago mensalmente, não incorporado à aposentadoria nem considerado direito adquirido, o novo formato passa a ser permanente e incorporado à aposentadoria.

Segundo o movimento, a proposta é positiva por representar um ganho efetivo e duradouro, mas a categoria cobra celeridade na aprovação e clareza sobre o cronograma. A Prefeitura, por sua vez, afirma que o projeto está em análise na Secretaria da Fazenda e que a medida “tem impacto financeiro relevante” tanto no orçamento municipal quanto na CotiaPrev.

Além do ALT, os servidores reivindicam um cronograma de negociações e a reposição dos dias paralisados sem desconto salarial.

Durante o ato, o prefeito Welington Formiga chegou a sair do prédio para conversar com os manifestantes e reafirmou o compromisso de manter o diálogo. Em seguida, uma comissão foi recebida pela secretária de Educação, Ana Paula dos Santos, que explicou que o projeto do novo adicional está em análise na Secretaria da Fazenda, por conta do impacto financeiro.

A Prefeitura divulgou nota destacando que o diálogo segue aberto e listou investimentos feitos em 2025, como o aumento salarial de 20% para o magistério, criação de 13 novas salas de AEE (Atendimento Educacional Especializado), aceitação de cursos EAD (Educação a Distância) e melhorias nos processos de atribuição e jornada docente.

Os professores, porém, afirmam que as conquistas ainda não chegam à base e que as escolas continuam enfrentando falta de estrutura e sobrecarga de trabalho. Uma nova assembleia está marcada para 20 de outubro, na sede da Apeoesp, para definir os próximos passos da mobilização.

Mobilização e esperança: o poder da participação popular

Tanto na Saúde quanto na Educação, a mensagem é a mesma: Cotia quer ser ouvida. O surgimento do Fórum Popular e a mobilização dos professores mostram que a população tem cada vez menos capacidade de aceitar promessas vazias. A cidade pede políticas públicas transparentes, planejamento real e servidores valorizados — porque o futuro de Cotia depende diretamente da qualidade de seus serviços públicos. Seja nas filas das unidades de saúde ou nas salas de aula, a reivindicação é única: respeito e compromisso com quem faz a cidade funcionar.

E, se depender dos movimentos populares que vêm ganhando força, Cotia começa a escrever um novo capítulo — o da participação cidadã, onde o povo não apenas vota, mas decide, fiscaliza e cobra.


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