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Cotidiano & Psicologia

25/01/2022

Em tempo, feliz ano! Novo?



Doze meses novinhos em folha pela frente para que tudo seja diferente. Será?

Há quem entre o ano com esperança, muitos planos e aquela certeza de que novas possibilidades serão trazidas pelo ciclo que começa. E há outras tantas pessoas que não acreditam em nada disso e podem até ter passado as festas recentes desprezando ou zombando das comemorações, rituais e expectativas dessa época do ano. 

A que grupo você pertence? E, principalmente, quem tem razão?

O fato é que a humanidade ritualiza desde tempos sem fim. E ritualizamos muito. Nas pontas da existência, o nascimento e a morte são rodeados de ritos. E entre eles criamos rituais para tudo que é mais significativo: aniversários, casamentos, entrada na adolescência, na universidade, formatura, abertura de sociedade, casa nova etc. etc. Mais antigamente, havia várias outras festas cheias de significado, como a festa da cumeeira, ao se concluir o telhado de uma casa, e as festas das colheitas, no final dos plantios. Há festas de primavera, outono, verão e inverno mundo afora... Festas religiosas e festas pagãs de vários tipos. E seguindo essa folhinha que marca um giro da Terra ao redor do sol, a festa de ano novo. Não há cultura, povo, sociedade sem festas ou ritos.

Mas, afinal, há um sentido nessa história toda?

Depois de muito observar, estudar e pensar a respeito, sociólogos e filósofos entenderam que rituais são representações das nossas experiências humanas potenciais mais importantes, que os ritos simbolizam o que podemos e especialmente o que almejamos viver e o que é mais essencial para a nossa existência. Ritualizar é fazer contato e dar força a essas potencialidades, encená-las, evocá-las e buscar ativá-las ainda que apenas imaginativamente, enfim.

Se indígenas ritualizam fortemente a entrada na adolescência, é porque essa passagem é essencial para a sua forma de vida. Se ritualizamos o casamento, é porque sentimos necessidade de evocar a força da união. Um ritual em torno do nascimento ou da morte busca processar grupalmente os impactos desses eventos. Uma festa da colheita dá reconhecimento às tantas variáveis de que um plantio depende para que seja concluído com êxito. E por aí vamos. 

Da mesma forma, a capacidade potencial de renovar, recomeçar, se recuperar, se restabelecer, restaurar forças, reconstruir, reiniciar etc. é um dos fatores dos mais importantes para a existência humana. Em pequena proporção, experimentamos isso diariamente no ciclo da vigília e do sono e sabemos na pele que quando esse processo não acontece ou fica alterado passamos por grandes sufocos. Férias, fim de semana, fins e começos, pausas para recomeçar, tudo isso é tão essencial.

Sendo assim, ritualizar e celebrar o que foi concluído e o novo é natural e muito desejável, e a passagem de ano é um desses importantes marcos, ao mesmo tempo a sinalizar um fim e apontar um começo. 

Então, é claro que a roupa que usamos, as ondas puladas, as lentilhas, sementes de romã, champanhe, pé direito, festejos em si não irão produzir novidades nem realizar nossos desejos. Mas sabe aquela habilidade de recomeçar, de dar vigor novo, de ter um olhar fresco, de ir em frente com disposição recuperada, de restaurar e seguir? Você se lembrou dela e comemorou de alguma forma essa capacidade?

Pois desejo a você um ano repleto dela – estamos todos precisando como nunca! Principalmente, que ela seja presença constante em cada dia, semana e mês dos próximos doze meses (agora já quase que apenas onze) que temos pela frente. 

Feliz capacidade de renovar! Diariamente se possível for.


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Iana Ferreira

Apaixonada pelos mistérios da psique e do autoconhecimento, com formação em musicoterapia pela Faculdade Paulista de Artes e em psicologia pela Universidade de São Paulo, USP.
"A palavra, escrita ou falada, também é para mim um grande instrumento e paixão – por tudo que revela e que invariavelmente consegue ocultar."

Site: entretexto.com

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