THINK TANK
60º REUNIÃO - 16/08/2011

Local: Restaurante Felix Bistrot
Horário: das 20:00 hrs às 22:00 hrs
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman falando ao "Fronteiras do pensamento" fez graça ao comentar sobre o Facebook, relatando que ouviu de um "viciado" na rede que este já tinha 500 amigos. Disse Zygmunt: tenho 86 anos e não cheguei a tanto. A questão é que essa amizade virtual corta esta mistura de benção e maldição que são os laços humanos. Os jovens nem imaginam o que perdem com isto.

Citado por Edgar Morin falando em "Caminhos para o Futuro".

O Think Tank é a possibilidade de transformar rede virtual em laços humanos


A Pauta da reunião foi a crise financeira no mundo virtual e como tudo isto nos atinge na nossa Granja Viana.

Ulhôa fez uma breve apresentação do Grupo Think Tank. A idéia é entendermos se a crise vai nos atingir, aqui na Granja Viana, ou não. O que importa, de alguma maneira, é o nosso "micro cosmos". Ulhôa afirma ainda que a CCR (Via Oeste) tem 1,5 bi para investir na região.

Como de hábito nas reuniões do Think Tank, os participantes apresentaram-se uns aos outros.

Ulhôa ainda comentou sobre a obra da Sabesp, que também investe muito na região, implantando uma ambiciosa rede de esgoto, finalmente.

Ulhôa salienta ainda sobre seu artigo "é o dólar, idiota", escrito há dois anos antecipando-se à crise (www.conjur.com.br/2011-ago-01/base-economia-mundial-cesta-moedas-lugar-dolar, e sobre o artigo "o mundo real e o do mercado de capitais" (www.conjur.com.br/2011-ago-08/valores-mundo-financeiro-virtual-distanciam-daqueles-mundo-real). Estes textos são vitais para entendermos o que se debaterá hoje. Sim, queremos um mundo real e menos malandragem no mundo virtual.

Vasconcellos respondendo às suas próprias questões, apresentadas no convite, comentou sobre a agência do governo americano, sobre as taxas de juros, sobre as concessões e sobre o custo abusivo da energia. De certa forma, Vasconcellos também concorda que hoje há uma mudança do mundo virtual para o mundo real e chama a atenção para a necessidade de novas concorrências de hidroelétricas uma vez que elas estão totalmente pagas e que, portanto, as tarifas doravante poderão ser muito baixas.

Denis Ferrari apresentou um quadro realista da saúde no Brasil, e disse que não existe nada que esteja fora da crise. Portanto, nem a saúde. Para comprovar sua tese exemplificou com o hospital do servidor que, simplesmente, deixou de prestar seus relevantes serviços repassando para clínicas em todo o Estado, sua prestação de serviço da saúde.

Ainda sobre o mundo real, Ulhôa apresentou o Eduardo Camargo e Sérgio Ribeiro, da CCR (via Oeste), que mostraram um exemplo concreto da ação no mundo real.

Eduardo comentou sobre a CCR, uma das maiores empresas de infra estrutura do mundo. A empresa está altamente valorizada e 50% do capital da empresa está na bolsa. A empresa tem 9 concessão de rodovias, além de uma participação na linha 4 do metrô e de empresas prestadoras de serviços.

Comentou Eduardo ainda sobre o projeto da Via Oeste e sobre os problemas que entravam a Raposo Tavares, e dá sua solução: 5 pistas de cada lado até o km 26 e um acesso reconstruído entre o final da Raposo e a marginal Pinheiros. Explica que não haverá desapropriações e será aproveitado o máximo dos canteiros.

Vasconcelos contestou este projeto, pois a cidade ficaria dividida, e como fará o pedestre nesta via? Eduardo respondeu que nada é definitivo, tudo ainda é um esboço de projeto. Eduardo falou ainda da tarifa de 0,15 centavos, por quilômetro, para viabilizar este projeto da Via Oeste de R$ 1,5. Mas não haverá praça de pedágio; o sistema é de pedagiamento eletrônico através de sensores ao longo de toda a Raposo Tavares, do km1 ao 34km, conforme o Site da Granja havia noticiado com exclusividade.

Uma das principais preocupações da comunidade com relação à possibilidade do pedágio é o deslocamento "intra-granjeiro", ou seja, as pessoas que usam a Raposo apenas para percorrer pequenas distâncias, para pegar os filhos na escola, ir trabalhar, fazer comprar, etc. Sairia caro ter que pagar pedágio toda vez que se for fazer estes caminhos. Tenso isto em mente, estuda-se criar marginais entre os principais viadutos da Granja, para que os moradores não precisem pagar por estes pequenos deslocamentos.

Ulhôa chamou a atenção para que num momento quando a gasolina certamente vai escassear e que o automóvel deverá se tornar se tornando inimigo nº1 da Sustentabilidade, pergunta se não é o caso de instalarmos um trem de um lado e do outro destas 5 pistas, ou o velho sonho do Think Tank, que é a instalação do Monorail.

Clóvis, Conceição e demais companheiros, pedem que haja criatividade na concepção final do projeto da Via Oeste, de tal forma que se possa contemplar a solução ferroviária e, porque não, a ciclovia.

O Think Tank e seus membros assumiram compromisso de pensarem sobre todo o projeto e de sugerirem inovações.

A presente ata, preparada por Angela Ulhôa Cintra, está em discussão e aberta para críticas e sugestões.

A reunião terminou às 22:00 com um café servido, gentilmente, pelo Felix Bistrot.

Participantes:

Angela de Ulhôa Cintra
Clóvis de Gouvea Franco
Conceição Ferreira da Silva
Denis Ferrari
Eduardo Camargo
José de Vasconcellos
Luiz Roberto Brandão Pires
Sergio Frug
Sérgio Ribeiro
Ulhôa Cintra
Vinicius Rioli



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