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Conexões Humanas e Saúde Mental

Elegância: muito além das aparências

23/01/2026



A maioria das pessoas pensa que elegância se reduz apenas às aparências, ao vestuário ou adequações às formalidades sociais. Penso que ela é muito mais do que isso. Elegância, em sua essência, é uma qualidade da alma e, como todas as qualidades verdadeiras, é perceptível apenas na sutileza de algumas atitudes.

A vulgaridade, presente no modo de falar, nas atitudes e na aparência, revela a pobreza de espírito e a ignorância diante das leis da vida em sociedade, principalmente na intimidade de cada lar. A arrogância, por sua vez, demonstra insegurança, algo que a elegância não permite.

Ser elegante não é necessariamente ser culto ou inteligente, mas saber usar aquilo que se sabe com humildade e reconhecer, com verdade, os próprios limites. É saber parar e ouvir o outro, mesmo quando não se concorda com o que é dito.

Ser elegante é possuir nobreza de espírito, uma riqueza de valores e qualidades demonstradas nos pequenos atos. É ser generoso e evitar a mesquinhez de economizar afetos e solidariedade, auxiliando os outros a encontrarem o seu próprio caminho.

É ser corajoso para assumir a responsabilidade pela própria história de vida, pela trajetória individual, e vencer os medos que paralisam o crescimento emocional, moral e espiritual. É ser forte para manter a firmeza de propósitos, mesmo diante dos maldizeres e ameaças dos pobres de espírito.

É ser belo, por expressar o brilho e a luminosidade da alma, e saber apreciar a beleza de todas as expressões artísticas, mesmo aquelas que não são do seu agrado. É ter carisma, por refletir a força interior.

É ser reconhecido e admirado pessoal e profissionalmente por transformar o próprio potencial de trabalho em ferramenta de melhoria para si e para a humanidade. É ser gentil e solidário, não por vaidade, mas por vocação.

É ser alegre, por saber enxergar a beleza da vida em todas as suas formas. É ser sábio, por conseguir extrair ensinamentos até das situações mais adversas. É ser grato, simplesmente por estar vivo e pela família que ajudou a construir, mesmo quando ela não corresponde às expectativas.

É ter bom senso, respeitar as outras pessoas, cultivar a consciência ecológica e não desperdiçar nem destruir a riqueza natural e social. É, sobretudo, encontrar um sentido para a própria jornada existencial.

Enfim, ser elegante é empenhar-se sinceramente em tornar-se um ser humano melhor a cada dia e deixar, como a mais rica herança para seus descendentes, a própria biografia.

Portanto, não manche sua biografia e não desperdice sua existência. Elas formam a sua história de vida, única, e é ela que você levará para a eternidade.

Para isso, ache tudo bom, não se irrite, não gaste energia à toa. Não manche a sua biografia e não desperdice a sua existência: ela é muito cara.


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Cecilia Gasparian

Dra. Maria Cecília Gasparian é Mestre e Doutora em Educação, Terapeuta de Casal e de Família pelo ITF e Psicopedagoga pela PUC-SP.
Site: Cecília Gasparian

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